Arquivo da categoria: Uncategorized

Noite Do Sushi Vegano Ou Por Que Patriotismo é Uma Besteira

Amigxs!

Queríamos convidar todxs para a Noite do Sushi, aqui no Bonobo. Sim! Agora Porto Alegre tem telentrega de sushi vegano! E aproveitamos que o dia 07 de setembro está logo aí e resolvemos fazer uma noite de culinária japonesa, pois não gostamos dessa coisa de “pátria idolatrada”, achamos que fronteiras são uma coisa besta, uma das invenções mais idiotas da espécie humana, que serve só para dividir as pessoas. Gostamos de todos os povos e culturas, todo indivíduo é um amigo em potencial, não importando onde ele nasceu ele nasceu, afinal, ninguém escolhe onde nasce, não é mesmo? E todas as culturas têm coisas boas e coisas ruins, ninguém é melhor do que ninguém.

Então dia 07 de setembro, das 18h às 22h o pessoal do Prána Sushi estará aqui conosco, servindo combinados de sushi vegano (o combinado com 20 peças por R$15).O número de refeições será limitado, então para garantir a sua, reserve! Pode ser pelo telefone 3013-1464 ou por e-mail.


Olhando A Vida Passar…

Nesta quarta-feira, dia 18/08, fecharemos às 21h, porque tem jogo da final da copa Libertadores e parece que todos vão assistir. Deixamos então um belo texto para quem é fã de esportes:

“O curioso sobre um espetáculo é como ele imobiliza os espectadores: assim como a imagem, ele faz sua atenção, seus valores e suas vidas girar ao redor de algo que não eles mesmos. Ele os mantém ocupados sem mantê-los ativos, faz eles se sentirem envolvidos sem dar-lhes o controle. Dá pra imaginar uma série de exemplos disto: programas de televisão, filmes de ação, revistas de fofoca, esporte profissional, “democracia” representativa, a Igreja Católica.

O espetáculo isola as pessoas que nele prestam atenção. Muitos de nós sabemos mais sobre os personagens fictícios de seriados televisivos do que sobre a vida e os amores de nossos vizinhos ― pois mesmo quando falamos com eles, é sobre programas de TV, noticiários e o clima; ou seja, as mesmas experiências e informações que temos em comum como espectadores servem para nos separar como indivíduos. É a mesma coisa num grande jogo de futebol: toda pessoa que assiste da arquibancada é um ninguém, não importa quem ela seja. Eles podem sentar-se lado a lado, mas os olhos estão focados no campo. Se eles conversam, quase nunca é sobre eles, mas sobre o jogo que está sendo jogado à sua frente.

E apesar de os fãs de futebol não poderem participar dos eventos do jogo ao qual estão assistindo, ou exercer qualquer influência real sobre ele, eles dão extrema importância a esses eventos e associam suas necessidades e desejos com o resultado do jogo de um modo muito incomum. Em vez de concentrar sua atenção em coisas que sejam relevantes aos seus desejos, eles reconstroem os seus desejos para fazer parte do que eles estão assistindo. Até mesmo sua linguagem confunde as conquistas do time com o qual se identificam com suas próprias ações: “fizemos um gol!”, “ganhamos!” gritam os torcedores de seus assentos e sofás.

Isso entra em extremo contraste com o jeito no qual as pessoas falam de coisas que acontecem em suas próprias cidades e comunidades. “Eles estão construindo uma nova auto-estrada” nós dizemos sobre as mudanças em nossa vizinhança. “Qual vai ser a próxima coisa que eles vão criar?” dizemos sobre os últimos avanços da tecnologia. Nossa linguagem revela que nós nos vemos como espectadores em nossas sociedades. Mas não são “Eles”, os misteriosos Outros, que fazem o mundo ser o que é ― somos nós, a humanidade. Nenhum pequeno grupo de cientistas, políticos e urbanistas pode ter feito todo o trabalho, criação e organização que foram necessários para transformar esse planeta; foi preciso e ainda é todos nós, trabalhando juntos, para fazê-lo. Somos nós que fazemos, diariamente. E ainda assim muitos de nós ainda pensam que nós podemos ter mais controle sobre jogos de futebol do que podemos ter sobre nossas cidades, nossos trabalhos, ou mesmo nossas vidas.

Nós podemos ter mais sucesso em nossa busca pela felicidade se tentarmos realmente participar. Ao invés de apenas aceitar o papel de espectadores passivos dos esportes, da sociedade e da vida, cabe a cada um de nós descobrir como ter um papel ativo e significante na criação do mundo ao nosso redor e dentro de nós. Talvez um dia nós possamos construir uma nova sociedade na qual todos nós possamos estar envolvidos nas decisões que afetam nossas vidas; só então poderemos realmente escolher nossos destinos.”

Texto retirado do livro Dias de Guerra, Noites de Amor, do CrimethInc.

Hoje (sábado 17/7) Não Abriremos…

…porque tem gente morrendo de frio e tem gente que prefere deixar seus imóveis caírem aos pedaços do que emprestá-los a quem não tem, enquanto a maioria das pessoas passa, olha e segue reto; porque nunca houveram tantas catástrofes climáticas e seguimos medindo nosso “desenvolvimento” com o crescimento das vendas de automóveis; porque o ser humano nunca trabalhou tanto mas segue acreditando que “criar mais empregos” é algo bom, ao invés de compartilhar o trabalho e os seus frutos; porque o trânsito nunca foi tão cruel e desumanizante e todos seguem achando que duplicar avenidas vai resolver; porque há secas ou inundações por todo o lado e seguimos modificando curso de rios, desmatando, e inundando lares de pessoas e de animais a fim de construir mais hidrelétricas para que possamos gastar nosso dinheiro suado em mais produtos que não precisamos (nem nos farão mais felizes) e que vão acabar nos causando câncer; porque seguimos votando como bons cordeirinhos que somos e achando que desta vez, esse candidato vai fazer a diferença (não fará); porque prisões e polícia foram feitas para conter os pobres que ousam reivindicar uma fatia do bolo; porque tá tudo uma grande porcaria e todos seguimos vivendo como se se continuarmos trabalhando vai tudo dar certo e o mundo vai entrar nos eixos, sem nos dar conta que somos nós que transformamos o mundo com nossas rotinas.

NÃO, NÃO e NÃO.

Hoje não.

Mostra De Ciclodocumentários

Segunda-feira, dia 21, terá a 1a. Mostra de Ciclodocumentários de Porto Alegre. Serão exibidos documentários curta e média duração que tratam do transporte urbano com ênfase na bicicleta como solução.

A projeção dos filmes começa às 20h, aqui no Bonobo. Não precisa pagar nada para entrar. É só chegar, sentar, assistir e no final trocar uma idéia, bater um papo.

Quem vier de bici, ganha um abraço!

Sobre Cidades E Comidas…

Esse bolo bonitão da foto aí em cima (créditos à Ieve) foi o bolo-sem-preço da última quarta-feira, que fez o maior sucesso. O bolo realmente estava gostoso, mas o mais especial dele é que ele foi feito com frutas (bergamotas e pimenta-rosa) colhidas no dia, aqui na própria zona central de Porto Alegre.

A cidade está cheia de árvores frutíferas e outras plantas comestíveis que são mal aproveitadas – e poderia ter muito mais se não gastássemos nossos recursos plantando plantas simplesmente ornamentais (qual planta não é ornamental?). Imaginem se todas as ruas fossem repletas de laranjeiras, limoeiros, bergamoteiras, araucárias, goiabeiras, araçá, abacateiros e pitangueiras, se ao invés de flores as pessoas plantassem chás e ervas aromáticas (a cidade seria muito mais perfumada e deliciosa), se ao invés de heras, plantássemos pés de maracujá e de batata-cará.

Isso não só é possível, como basta termos vontade para fazermos – já tem muita gente fazendo! Sementes são gratuitas e vêm com toda fruta que você compra, você encontra elas até no lixo. E espaço é o que não falta, a cidade está cheia de canteiros abandonados e mal aproveitados, quintais negligenciados. E se não tem canteiros, vamos criá-los! O concreto existe para ser quebrado.

Com pouco tempo e esforço você também pode cultivar plantas na sua casa ou apartamento, mesmo que tenha pouco espaço.

A natureza nos dá alimento de graça. Vamos aproveitar, semear e distribuir os frutos.

Se não nós, quem? Se não agora, quando?

Receita:
Bolo de Bergamota e Pimenta Rosa

Ingredientes:
2 xic. de farinha integral
1 xic. de açúcar mascavo
1 xic. de suco de bergamotas
1/2 xíc. de óleo
1 col. sopa de fermento químico
1 pitada de sal
Casca de uma ou duas bergamotas picada finamente
Pimenta-rosa moída a gosto (1 col. de sopa é bom)

Modo de Fazer:
Misture todos os ingredientes secos em uma tigela. Em outra tigela, misture todos os ingredientes líquidos e a casca das frutas. Unte bem com óleo uma forma de bolo no seu formato favorito. Ligue o forno em temperatura média. Vire os líquidos na tigela dos secos e misture suavemente até que toda a farinha esteja bem úmida. Despeje na forme e leve ao forno.

Espere pelo menos 20 minutos antes de abrir o forno. O bolo estará pronto quando você enfiar um palito nele e ele sair limpo.

Se vocês quiserem dicas de jardinagem, aqui na biblioteca do café temos alguns livros que falam do assunto, ou falem conosco.